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ESTUDO DE CASO — ENTEL

Club Entel, na palma da mão.

Telecomunicações · App móvel e web · Pesquisa, UX e UI

Meu papel: pesquisa, UX, UI e arquitetura — das entrevistas na loja aos mockups finais.

Entel, a maior operadora móvel do Chile, tinha um clube de benefícios que quase ninguém encontrava dentro do app. A missão: que descobrir, resgatar e entender o valor dos benefícios levasse três passos, não uma expedição. Cada benefício que o cliente não vê é um motivo a menos para ficar.

+18%

Uso de benefícios

Mais clientes descobrindo e usando o Club Entel todo mês.

+18%
base
anteslançamentodepois

taxa de uso de benefícios

−9%

Abandono

Menos gente desistindo no meio do resgate.

base
−9%
anteslançamentodepois

abandono em processos-chave

+23%

Engajamento semanal

O Club deixou de ser uma aba esquecida e virou hábito.

+23%
base
anteslançamentodepois

engajamento semanal

Duas pessoas olhando um celular com o app da Entel, sobre um fundo escuro

A MISSÃO E O DIAGNÓSTICO

Um clube de benefícios que ninguém encontrava. Primeiro, entender por quê.

A missão

Redesenhar o Club Entel dentro do app: que um cliente descubra benefícios relevantes, resgate em três passos e entenda quanto ganha com eles.

O método

Benchmarking contra os clubes da concorrência, cinco entrevistas guerrilha em lojas da Entel e um mapa de afinidade para organizar o que as pessoas disseram.

O que encontrei

Quatro feridas de raiz — os cartões abaixo, que são também o índice desta história.

O DIAGNÓSTICO — quatro feridas de raiz (e o índice desta história)

A ORIGEM DO PROJETO

Os benefícios existiam. O problema era que viviam escondidos, eram mal explicados e não pareciam feitos para o cliente.

Clientes frequentes, ocasionais e um que nunca abria o Club: todos descreviam a mesma parede. Esse foi o ponto de partida do projeto.

  1. 01

    ACHADO 01

    Benefícios invisíveis

    Ninguém sabia o que tinha nem onde procurar; a seção precisava ser visível e avisar sozinha.

    → Resposta: uma Home do Club

  2. 02

    ACHADO 02

    Resgate confuso

    Resgatar era um processo pouco intuitivo; as pessoas pediam um botão direto.

    → Capítulo: resgate

  3. 03

    ACHADO 03

    Nada para mim

    Muitos benefícios não pareciam relevantes; queriam recomendações de acordo com seus interesses.

    → Capítulo: relevância

  4. 04

    ACHADO 04

    Desconfiança

    Não estava claro quanto se economizava nem em que condições; o valor não aparecia.

    → Capítulo: transparência

  • 1 benchmarking contra os clubes da concorrência
  • 5 entrevistas guerrilha em lojas
  • 4 feridas como índice do redesign

Quatro feridas de raiz. Antes de mexer nelas, era preciso medir quanto doíam —

O PROBLEMA, COM EVIDÊNCIA

Coloquei evidência no problema. O Club estava a três toques, e ninguém chegava.

O dado

De cinco pessoas entrevistadas, só duas usavam o Club com frequência e uma nem sabia que existia — dentro do mesmo app que abria toda semana para pagar a conta.

A prova em campo

O benchmarking mostrou que a concorrência já avisava, filtrava e explicava seus benefícios; as entrevistas confirmaram que era exatamente isso que as pessoas queriam.

O custo

Um benefício que não se descobre não fideliza: cada cliente que não vê o valor do Club é um cliente mais fácil de perder para a próxima oferta.

  • 2 de 5

    usavam o Club com frequência; o resto, pouco ou nunca

  • 4

    categorias de dor saíram do mapa de afinidade

  • 3 toques

    era a promessa de acesso — que ninguém conseguia cumprir

O QUE A PESQUISA MOSTROU

  • “Prefiro que me avisem dos benefícios e não ter que procurá-los”

    A descoberta era o primeiro muro: a seção existia, mas ninguém a encontrava sem ajuda.

    Entrevistas · usuários frequentes e ocasionais

  • “Eu queria um botão direto para resgatar”

    O processo de resgate era confuso e longo; as pessoas abandonavam no meio do caminho.

    Entrevistas · lojas Entel

  • “Não entendo quanto estou economizando de verdade”

    Sem ver a economia nem as condições, o benefício não parecia valer o esforço.

    Mapa de afinidade · confiança e transparência

Síntese da pesquisa real do projeto — benchmarking, entrevistas e mapa de afinidade.

Com a evidência em mãos, começou a reconstrução —

A RECONSTRUÇÃO

As perguntas que o app finalmente responde.

Cada uma dessas perguntas, antes, terminava num benefício sem uso.

PRIMEIRO, O MAPA

A resposta estrutural veio antes de tudo. O Club vivia enterrado sob o menu da conta, e cada tarefa cruzava telas que não tinham nada a ver com benefícios. Cruzei os objetivos do negócio com os dos usuários, priorizei com MoSCoW e desenhei a nova arquitetura: o Club como território próprio, com cupons, parcerias, eventos e pontos a um toque.

O CRUZAMENTO — os objetivos do negócio e dos usuários, num único mapa
Diagrama de Venn com os objetivos do negócio e dos usuários e a interseção do projeto
O MAPA — a nova arquitetura: o Club como território próprio
Nova arquitetura de informação do app Entel com o Club como seção própria e seus fluxos

Sobre esse novo mapa — cupons, parcerias, eventos e pontos — vivem as respostas a seguir.

01 — A PERGUNTA

“Quais benefícios eu tenho?”

Antes, os benefícios estavam espalhados e escondidos; encontrá-los era uma expedição. Hoje a Home do Club mostra tudo de uma vez: cupons, parcerias, eventos e pontos, com as novidades primeiro.

A HOME DO CLUB

ESBOÇO — o wireframe que testamos primeiro
Wireframe de baixa fidelidade da Home do Club Entel
FINAL — a Home do Club, como foi lançada
Home final do Club Entel com cupons, benefícios com parcerias, eventos e pontos

Tudo o que o cliente tem, numa única tela e em ordem: o que é novo, o que está ativo e o que vence.

Os benefícios deixaram de se esconder — estão ali ao abrir o Club

O QUE DESCARTEI — cinco caminhos que não curavam

  1. Mais banners na Home geral
  2. Uma campanha de e-mails
  3. Um tutorial de boas-vindas
  4. Redesenhar só a lista de cupons
  5. Conviver com o Club escondido

A DECISÃO — Uma única aposta: dar ao Club um território próprio no app, com tudo o que o cliente tem à vista.

A APOSTA — tudo na Home do Club

  1. UMA TELA — cupons · parcerias · eventos · pontos
  2. O que é novo e o que vence, primeiro
  3. Benefícios que finalmente são usados

O RESULTADO — medido após o lançamento

  • Uso de benefícios

    base+18%

  • Engajamento semanal

    base+23%

O cliente já sabe o que tem. Mas resgatar continuava sendo um labirinto —

02 — A PERGUNTA

“Como eu resgato?”

Antes, resgatar era um processo confuso que as pessoas abandonavam no meio do caminho. Hoje é um botão: “Mostrar código”, o cupom na tela, o QR pronto para o caixa.

O RESGATE

ESBOÇO — o resgate no wireframe
Wireframe de baixa fidelidade do fluxo de resgate de um cupom
FINAL — “Mostrar código”: cupom e QR em um toque
Tela final do resgate: cupom Starbucks com código, QR e validade visível

O resgate em um toque: código, QR e por quanto tempo vale, sem sair da tela.

Resgatar deixou de ser um processo — é um botão

03 — A PERGUNTA

“Tem algo para mim?”

Antes, os benefícios pareciam pensados para outra pessoa. Hoje se organizam por categoria e momento — cafés, cinema, eventos, reflorestamento — e o Club lembra o que o cliente já viu.

RELEVÂNCIA

ESBOÇO — as seções por categoria
Wireframe de baixa fidelidade com as seções de benefícios por categoria
FINAL — parcerias, eventos e experiências, cada uma em seu lugar
Tela final do Club com benefícios por parceria, próximos eventos e experiências

Benefícios com nome e contexto: quando usá-los, onde e o que eu ganho com cada um.

O Club deixou de falar para outra pessoa — fala com cada cliente

04 — A PERGUNTA

“Quanto eu ganho com isso?”

Antes, ninguém sabia quanto economizava nem em que condições. Hoje os pontos acumulados, a validade e as regras estão à vista — no app e na web.

TRANSPARÊNCIA

ESBOÇO — pontos e condições no wireframe
Wireframe de baixa fidelidade com o bloco de pontos acumulados e condições
FINAL — o Club no site da Entel, com a mesma linguagem
Página web do Club Entel com benefícios em destaque, preços e condições visíveis

O valor à vista: pontos, validade e condições ditas em humano, no app e na web.

A economia deixou de ser um mistério — aparece antes de resgatar

Quatro perguntas que terminavam em benefícios sem uso. Hoje quem responde é a tela.

A PROVA E O FECHAMENTO

Não pedi fé: medi. O Club passou de escondido a hábito semanal.

O MÉTODO — da loja ao lançamento, um passo de cada vez

  1. Passo 1

    benchmarking, entrevistas e afinidade

    por que ninguém chega ao Club? — quatro feridas

  2. Passo 2

    estratégia, MoSCoW e arquitetura

    o que se faz primeiro e o que não se faz

  3. Passo 3

    esboços, wireframes e mockups

    do rascunho à mão ao app e à web

O VEREDITO

  • +18%

    Uso de benefícios

    mais clientes usando o Club todo mês

  • −9%

    Abandono

    menos gente desistindo no resgate

  • +23%

    Engajamento semanal

    o Club, transformado em hábito

À PARTE — O QUE FICOU CONSTRUÍDO NO CAMINHO

  • ★ Um backlog priorizado

    MoSCoW com o indispensável, o desejável e o que não seria feito: favoritos, filtros, recomendações e pontos, cada um com sua evidência.

  • ★ Nova arquitetura

    O Club como território próprio dentro do app, com seus fluxos desenhados de ponta a ponta antes da primeira tela.

  • ★ App e web com o mesmo idioma

    Os mockups do Club no app e a página do Club no entel.cl, com a mesma linguagem visual e as mesmas regras.

NAS MINHAS PALAVRAS

“Um benefício que ninguém encontra não é um benefício: é um custo. Desenhar o Club foi, acima de tudo, desenhar onde ele mora.”

“E aprendi que cinco conversas numa loja valem mais do que cem suposições numa sala de reunião.”

— Thiago Soares